Medo das cobras e não de mosquitos!

Medo das cobras e não de mosquitos!

A minha crónica desta semana, dirige-se sobretudo a "Barões" controladores, da chamada "lógica de cooperação".

Sim, uns tantos e outras tantas, em que no aconchego de um bom gabinete, numa qualquer instituição do estado, se consideram donas da razão, iluminados pelo ego, de uma posição ou cargo, dentro dessas instituições, ou porque após saírem da universidade, por coincidência, a sua tia, até mantêm uma relação de amizade com A ou Y, e hoje, tem um lugar de destaque, onde reina a felicidade, e o prazer de se escutarem a si próprios.

Sorte a deles, porque, por aí não os invejo, até porque a inveja é, como se sabe,   um dos muitos pecados mortais.

Ora, o que me incomoda, é que organismos púbicos, que em rede fundem-se num processo chamado cooperação, triados por "lobbys" sem rosto, acabem por ser um empecilho, ás muitas, (digo), muitas...instituições, associações que até vão fazendo um sério e dedicado trabalho no terreno, mas que estatisticamente, contribuem para alguém, e onde em destaque, aparecem alguns. Os tais "baroneses", que se intitulam, "lógica do poder" , ninguém os arranca de um gabinete, para irem até aos locais (por exemplo), da África necessitada, ver como é a realidade. Essa coisa dos relatórios, é só para "alguém" ver.  Pois, daí que não se entenda, como é que, organizações de apoio social, queiram fazer um trabalho sério e concreto, por pouco dinheiro, e outros, "alimentam" negócios paralelos e, são verdadeiros corpos mortos, que não se contentam com pouco., com a agravante, que quanto mais querem, mais têm. Pudera, estão na mesma linha Visão, não é? Dizia-me alguém, há muito pouco tempo, que esta nossa luta é uma verdadeira "utopia da solidariedade." Exactamente, nós trabalhamos, conseguimos os meios, e esforçamo-nos por conseguir uns apoios, outros recebem os louros. Diplomáticamente!

Pensará alguém neste momento, que "bicho lhe mordeu?"...

Admito, um mosquito, (pese embora para eles, existem repelentes), mas outros bichos perturbam-me, repugnam-me, por exemplo as chamadas cobras cuspideiras, que só envenenam o sistema. Ou seja...não fazem nem deixam fazer. Triste sina!

Esta crónica pode parecer, repleta de incógnitas e de conversa codificada, mas não é. Dirige-se sobretudo a alguns (dis)funcionários, que têm em absoluto, o poder de dizer NÃO, muitas vezes, acima dos seu herárquicos, onde nos é dificil chegar. (Uma espécia de sala de triagem).São os tais a quem lhes "injectaram" um corticóde qualquer, nas suas pobres cabecitas, e não têm capacidade, para reconhecer e ,muito menos ler,  avaliar o nível de capacitação dos projectos, que lhes chegam ás mãos.  Para ser mais concreto, andamos a fazer uma espécie de "TPC", para uns subirem ao pódio. Passam o dia ofuscados, em processos, fotocópias, e nem sabem onde se localiza, a sua sala de reuniões. E, curiosamente, esses funcionários, falam, vendem, emprestam, a palavra cooperação, como se isso, só fizesse parte do seu vocabulário. A essas mentes "endrominadas" resta-me o consolo de saber, que para breve, vão fazer parte, provavelmente do desemprego, pois como as coisas estão, há por aí muitas instituições do estado, que vão para a reciclagem. E tudo, por causa de incompetências, de quem empurrado para um bom "job" do estado, que passa a vida a ser, uma espécie de travão, aos projectos, ás ideias dos que não estão, na sua linha de Visão. Mais grave…nem tão pouco, sabem o que dizem. Perguntem-me porquê, que eu explico! Quanto a nós, associações e organizações prestáveis, válidas, coerentes no pensamento e nos actos, (e felizmente são muitos), bom nós, vamos continuando a trabalhar, nessa altura, sem termos receio, de que "basta uma cobra" para envenenar o trabalho de anos.

Tenha o preço que tiver, prefiro continuar a trabalhar com base no conteúdo, e deixar para o lado o que é acessório. Ora, o mesmo será dizer, que todas as empresas, organizações, e outros tantos, que sempre dependem do estado, ou já faliram, estão a falir, ou para lá caminham. Por aí...não nos convencem.

E quanto a deslocações a Lisboa, para qualquer reunião sobre isto ou aquilo, ainda por cima, empurrado para o atendimento de uma estagiária, esqueçam meus senhores, se quiserem liguem o “Skipe”. Não estamos em condições, para produzir despesas em tempos de crise. É que do Algarve a Lisboa é uma "pipa de massa". Ainda por cima para reuniões fora de prazo, ou para escutar "blá, blás".

A cidadania é, quando quer, mais forte, o empenhamento e a dedicação ás coisas e causas, não têm que andar a reboque de interesses, nem contribuir para estatísticas de outros, que ainda por cima, nos tentam "vender"  teorias com base num qualquer livro, que lerem recentemente.

Nós, com todos os custos que isso acarreta, lá vamos trabalhando, embora sem antidoto e com medo de cobras, mas com repelente, para afugentar os mosquitos.

Fazemos o que gostamos, solucionamos o que tem solução, onde já provámos o que tinhamos de provar. Trabalhamos  com consciência por causas concretas, não no abstracto! E quando falo de nós...são muitos, que num elo dedicado, naquilo que acreditam, podem conseguir os seus objectivos, sem ter que andar a "mendigar" á porta de um instituto qualquer tutelado pelo governo.

Após alguns "anitos" destas coisas, já só visto a camisola, que eu quiser.

João Almeida

Coordenador Geral